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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

PLANTA DA VEZ: Unha de Gato





Nome científico: Uncaria tomentosa (Willd. DC.)


Nomes populares: Unha de gato, espera-aí, junpindá.


Família Botânica: Rubiaceae.


Características: São trepadeiras, arbustos trepadores ou rasteiros ascendentes, possuem folhas simples e opostas, lâmina ovada, elíptica, consistência cartácea ou papirácea e um par de estípulas interpeciolares, livres na base, deltóide, obovada, com tomentos na superfície da folha.


Principais constituintes químicos: Flavonóides, alcaloides indólicos, triterpenos e sa poninas.


Parte utilizada: Casca


Propriedade terapêutica: Anti-inflamatória.


Indicações: Artrite, estomatite, cistite e dores.



IMPORTANTE!

Não deve ser usado durante a gravidez e lactação.

Pacientes que serão submetidos a transplantes devem evitar o uso.




REFERÊNCIAS:

ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Memento fitoterápico da Farmacopéia Brasileira. 1ª edição. Brasília, 2016.

PAIVA, L. C. A. et al . Avaliação clínica e laboratorial do gel da Uncaria tomentosa (Unha de Gato) sobre candidose oral. Rev. bras. farmacogn.,  João Pessoa ,  v. 19, n. 2a, p. 423-428,  June  2009 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2009000300015&lng=en&nrm=iso>. access on  17  Sept.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2009000300015.

POLLITO, P. A. Z; TOMAZELLO, M. Anatomia do lenho de Uncaria guianensis e U. tomentosa (Rubiaceae) do estado do Acre, Brasil. Acta Amaz.,  Manaus ,  v. 36, n. 2, p. 169-175,    2006 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0044-59672006000200006&lng=en&nrm=iso>. access on  17  Sept.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S0044-59672006000200006.


VALENTE, L. M. M.. Unha-de-gato [Uncaria tomentosa (Willd.) DC. e Uncaria guianensis (Aubl.) Gmel.]: Um Panorama Sobre seus Aspectos mais Relevantes. Revista Fitos Eletrônica, [S.l.], v. 2, n. 01, p. 48-58, out. 2013. ISSN 2446-4775. Disponível em: <http://revistafitos.far.fiocruz.br/index.php/revista-fitos/article/view/40>. Acesso em: 30 set. 2016.

domingo, 18 de setembro de 2016

PLANTA DA VEZ: Espinheira Santa



Nome científico: Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek.


Nomes populares: Espinheira santa, espinheira divina e espinho de Deus.


Família botânica: Celastraceae.


Características: Apresenta porte arbóreo-arbustivo, medindo cerca de 5 metros. Os ramos são glabros, ângulos tetra ou multicarenados. As folhas  são congestas, coriáceas, glabra, com margens inteiras ou com espinhos em número de um a vários, distribuídos regular ou irregular no bordo. As inflorescências são em fascículo multifloros.O fruto é do tipo cápsula bivalvar e orbicular de coloração vermelho-alaranjada.


Principais constituintes químicos: Terpenos, flavonoides e taninos.


Parte utilizada: Folhas.


Propriedades terapêuticas: Antidispéptico, antiácido e protetor da mucosa gástrica.


Indicações: A infusão de espinheira-santa é utilizada no tratamento de dispepsia alta não ulcerosa, gastrite, ulcera péptica e na constipação intestinal.




IMPORTANTE!

Não deve ser usado durante a gravidez e lactação.

 Suspender o uso quando realizar exames de medicina nuclear.



REFERÊNCIAS 

ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Memento fitoterápico da Farmacopéia Brasileira. 1ª edição. Brasília, 2016.

PESSUTO, M. B. Análise fitoquímica de extratos de folhas de Maytenus ilicifolia Mart. ex Reiss. e avaliação do potencial antioxidante. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas. Universidade Estadual de Maringá. Marigá, 2006


SANTOS-OLIVEIRA, R; COULAUD-CUNHA, S; COLACO, W. Revisão da Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek, Celastraceae. Contribuição ao estudo das propriedades farmacológicas. Rev. bras. farmacogn.,  João Pessoa ,  v. 19, n. 2b, p. 650-659,  June  2009 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X2009000400025&lng=en&nrm=iso>. access on  17  Sept.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2009000400025.

domingo, 26 de junho de 2016

PLANTA DA VEZ: Copaíba


Nome científico: Copaifera sp.


Nomes populares: Copaíba, copaibeira, pau-de-óleo, copaúva, copai, copaibarana, copaibo, copal, marimari e bálsamo dos jesuítas.

Família botânica: Leguminosae.

Principais constituintes químicos: predominância de sesquiterpenos, como o α- humuleno, α e β-selineno, β-bisaboleno e β- cariofileno .

Características: As copaibeiras são árvores comuns à América Latina e África Ocidental, sendo encontradas, no Brasil, nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Amazônica. Tais plantas chegam a viver cerca de 400 anos, atingem altura entre 25 e 40 metros, diâmetro entre 0,4 e 4 metros, possuem casca aromática, folhagem densa, flores pequenas e frutos secos, do tipo vagem. As sementes são pretas e ovóides com um arilo amarelo rico em lipídeos. Da árvore da copaíba é extraído um óleo-resina, de cor que varia de amarelo ouro a marrom, dependendo da espécie. Esse óleo-resina tem sido utilizado desde a época da chegada dos portugueses ao Brasil na medicina tradicional popular e silvícola para diversas finalidades, e hoje se encontra como um dos mais importantes produtos naturais amazônicos comercializados, sendo também exportado para Estados Unidos, França, Alemanha e Inglaterra.

Parte utilizada: Óleo-resina.

Propriedades: anti-inflamatórias, antisséptica, purgativa, inseticida, afrodisíaco, antirreumático, anti-herpetico, anti-brotropico, analgésico, gastroprotetor e cicatrizante, entre outras.

Indicações: O Óleo de Copaíba é utilizado em pomadas ou cremes antiinflamatórios e cicatrizantes, em loções, shampoo para tratamento de afecções do couro cabeludo, produtos destinados ao tratamento de acne, sabonetes antissépticos, produtos para higiene íntima e como fixador de fragrâncias.

REFERÊNCIAS

SHANLEY, P. et al. Copaíba. Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica. Centro para Pesquisa Florestal Internacional (CIFOR) e Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON), Belém 300p, 2005.

PIERI, F. A. et al. Óleo de copaíba (Copaifera sp.): histórico, extração, aplicações industriais e propriedades medicinais. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v. 11, n. 4, p. 465-472, 2009.

LIMA, A. F; JFJFM, Lima. Utilização medicinal do óleo de copaíba: aspectos históricos e estudos atuais. Pós em revista, v. 5, n. 1, p. 332-6, 2012.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

PLANTA DA VEZ: Babosa





Nome científico: Aloe Vera.
Sinonímia científica: Aloe succotrina.
Nomes populares: Babosa e Aloe.
Família botânica: Lilaceae.
Características: É uma planta herbácea que cresce em qualquer tipo de solo, mas é melhor adaptada aos leves e arenosos e não exige muita água. Suas folhas são verdes, grossa, suculentas e medem de 30 e 60 centimentros. Suas flores são vistosas, apresentam tonalidade branco amarelada, em formato de tubo. A planta demora de quatro a cinco anos para atingir a maturidade e suas folhas podem divididas em duas partes, a parte extena e a interna.
Principais constituintes: Água e polissacarídeos, além de 70 outros componentes, tais como, vitaminas A, B, C, e E, cálcio, potássio, magnésio e zinco, diversos aminoácidos, enzimas e carboidratos.
Parte utilizada: Seiva das folhas (conhecido como gel de A. vera).
Propriedades terapêuticas: Cicatrizante, anti-inflamatória, antimicrobiana, emoliente.
Indicações: A babosa é muito utilizada na cicatrização de feridas, no tratamento de queimaduras , conjutivite, dores reumáticas, entre outros males. Foram demonstrados em estudos que a acemanana, polissacarídeo encontrado em grandes quantidades no gel é capaz de estimular e aumentar concentrações de substâncias que estão diretamente ligadas com a cicatrização. A ação anti-inflamatória e antimicrobiana combinados com os elementos nutricionais promovem o crescimento celular e, portanto, ajudam a reverter o processo inflamatório. Ainda possui ação no sistema imunológico, o qual se pode dizer se torna balanceado ou bem harmonizado e, portanto mais eficiente ao defender o organismo contra qualquer problema.  Pela sua capacidade anti-inflamatória, a babosa pode também ser usada contra a acne, reduzindo a inflamação das espinhas e pontos negros. Há estudos, que revelam que a babosa tem também atividade antineoplásica e ainda hipoglicemiante.
 
IMPORTANTE!
O gel é muito utilizado como matéria prima da indústria cosmética, alimentícia e farmacêutica.
Em relação a sua toxidade, foram relatados casos de hepatite aguda e sintomas tais como, cólica, náusea e diarréia com o consumo de preparações orais contendo Aloe Vera.
É importante destacar que as mulheres grávidas ou em período de lactação não devem tomar babosa, visto que pode gerar contrações uterinas e até mesmo levar a um aborto ou nascimento prematuro, assim como passar ao leite materno.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Freitas, V.S; Rodrigues, R.A.F;  Gaspi, F.O.G.  Propriedades farmacológicas da Aloe vera (L.) Burm. f.  Rev. Bras. Pl. Med., Campinas, v.16, n.2, p.299-307, 2014.
Ramo, A.P;  Pimentel, L.C;  Ação da Babosa no reparo tecidual e cicatrização. Brazilian Journal of Health,  v. 2, n. 1, p. 40-48 Janeiro/Abril 2011.
Sara Viega. Quais são as propriedades da babosa. Disponível em: http://saude.umcomo.com.br/articulo/quais-sao-as-propriedades-da-babosa-5381.html Acesso em 20 de outubro de 2015.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

PLANTA DA VEZ: Camomila




Nome Científico: Matricaria chamomilla L.
 
Sinônimos Científicos: Chamomilla recutita L., Matricaria recutita L., Matricaria chamomilla var recutita L., Matricaria courrantiana DC., Chamomilla courrantiana DC.C. koch.

Nomes Populares: Camomila, Camomila-romana, Maçanilha, Camomila-comum, Camomila-dos-alemães, Camomila-da-Alemanha, Camomilinha, Camomilaverdadeira, Camomila-legítima, Camomila-vulgar, Matricária, Margaça-das-boticas, Manssanilha, Macela-galega.

Família Botânica: Asteraceae.
 
Características: Planta herbácea, anual, aromática, de até um metro de altura com folhas pinatissectas. Flores reunidas em capítulos compactos, agrupados em corimbos, com as flores centrais amarelas e as marginais de corola ligulada branca. Fruto do tipo aquênio, cilíndrico. É nativa dos campos da Europa e aclimatada em algumas regiões da Ásia e nos países latino-americanos, inclusive na região Sul do Brasil. É amplamente cultivada em quase todo o mundo inclusive nos estados do Sul e Sudeste do Brasil. A parte usada para fins terapêuticos é constituída dos capítulos florais secos ao ar e conservados ao abrigo da luz.
 
Principais constituintes químicos:  Óleo essencial,  flavonóides, cumarina, esteróides, heterosídeos.

Parte Utilizada: Inflorescências e Capítulos Florais.
Forma de administração: Infusão.

Propriedades terapêuticas: Emenanagoga, digestiva, sedativa, espamolítica, antibacteriana, antiinflamatória, triconicida e ansiolítica.
Indicações: Cólicas infantis, problemas menstruais, resfriados, facilitar a eliminação de gases, estimular o apetite, sinusite, inflamações nasais, irritações na gengiva, nervosismo, insônia, inflamações, dispepsia e, especialmente quando distúrbios gastrointestinais estão associados com distúrbios nervosos. Além disso, na estética é utilizada para clarear cabelos e como tônica para a pele.

 

IMPORTANTE!!

A planta deve ser usada com cautela por gestantes;
Evitar o contato com os olhos;
 
Evitar o uso em pessoas alérgicas ou com hipersensibilidade à camomila ou plantas da família Asteraceae;
Em casos de superdosagem, a camomila pode causar náuseas, excitação nervosa e insônia.

 
 

 Referências bibliográficas:

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopéia Brasileira / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2011.

NATURELL. Literatura de camomila. Disponível em:< http://naturell.com.br/wp-content/uploads/2015/02/Literatura_Camomila.pdf>. Acesso em 17 de Novembro de 2015.
ZANIN, T. Tua saúde: Camomila. Disponível em:< http://www.tuasaude.com/camomila/>. Acesso em 15 de Novembro de 2015.
CARDOSO, J. L. UEPG: Camomila. Disponível em:< http://www.uepg.br/fitofar/dados/camomila.pdf>. Acesso em 15 de Novembro de 2015.